Terapia Holística

 

Nas últimas décadas se caracterizam entre outras coisas por despertar um grande interesse pela abordagem holística em diversas áreas do conhecimento humano como saúde, educação e ecologia.

Na área da saúde essa abordagem vem ocupando espaços cada vez mais amplos, e solicitando mudanças urgentes e importantes em conceitos fundamentais da realidade como homem, saúde, doença, normalidade e no próprio processo saúde-enfermidade.

O modelo cartesiano de homem fragmentado em corpo-mente, razão-emoção, espírito-matéria onde o médico trata o copo, o psicólogo ou terapeuta da mente, e o sacerdote do espírito, vem sendo substituído por um outro modelo baseado no conceito  de relação, ou seja, na concepção de que, não são as partes constituintes de um corpo ou objeto o mais importante para o entendimento de sua natureza, mas a forma como ele se expressa e se insere em seu meio. Podemos dizer que este homem, quando desvinculado em suas partes, elas pouco ou nada dizem daquilo que ele realmente é. Desta forma, o homem de hoje é percebido como um ser integral, indivisível, multifacetado, caracterizado pela inter-relação e interdependência de seus aspectos físicos mentais, emocionais e espirituais, e quando ele adoece, adoece inteiro e não em partes. A cada dia percebemos que há um aumento na aceitação de novos conceitos, que traz consigo o conhecimento de que a doença não é um evento externo, pontual, instantâneo, e sim um processo de natureza multifatorial, onde a maioria das vezes o corpo físico é apenas a última instância de sua manifestação.

O que vem acontecendo é uma grande procura por técnicas terapêuticas integrativas, cuja proposta é acolher  ser humano na sua total integralidade, reconhecendo e valorizando suas dimensões físicas, mental, emocional e espiritual, como é o caso da Acupuntura, Reike, Shiatsu, Meditação, Técnicas de Respiração, Reflexologia entre muitas outras, a grande maioria de origem oriental. Os sistemas são conhecidos no ocidente por diversas denominações: terapias holísticas, terapias alternativas, terapias complementares, terapias integrativas e complementares ou apenas práticas integrativas.

O Mistério da Saúde aprovou através da portaria nº 971 de 3 de maio de 2006, a política nacional de práticas integrativas e complementares, que determina a inclusão destas práticas como parte importante das ações de promoção e recuperação da saúde, e prevenção de agravos e doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).