Tanatologia

A Tanatologia atua da seguinte forma:

- Apoio terapêutico e emocional ao paciente e a seus familiares;

- Aconselhamentos;

- Trabalha os traumas de perdas de entes queridos.

- Interface entre médico e família, principalmente nos estados críticos e urgentes.

- O tanatólogo trabalha tanto de forma preventiva quanto pós situação

traumática, minimizando o sofrimento paciente - família.

- A tanatologia justifica-se pela necessidade de qualificar profissionais

que trabalham direta ou indiretamente com situações de perda, luto, separação e morte ampliando seu alcance no manejo destas situações.

- O tanatólogo deve estar habilitado para o manejo das diversas situações do cotidiano hospitalar, clínica, escola e da vida comunitária;

- Vivenciar, refletir e debater, possibilitando ao tanatólogo maior compreensão e formação de nova perspectiva para lidar com as perdas, o luto, a separação, com a própria morte, como também com a morte do outro;

- Humanização profissional.

- Etapas do processo de cura, que são imprecindíveis serem vivenciados;

- Negação;

- Revolta;

- Negociação;

- Depressão;

- Aceitação;

- Renascimento;

- Criação de uma nova vida.

 

A evolução do processo de cura trata-se de uma caminhada nada linear e não progressiva, o que algumas vezes acaba criando uma certa desilusão em se ter começado, gerando desânimo e em alguns casos a idéia errada e desistência. Este é um desdobramento especialmente ligado às fazes de revolta e depressão. Sabemos que temos que despertar para a dolorosa realidade, mas preferimos inicialmente a ilusão e a mentira que criamos dentro de nós. Neste momento, mora o grande perigo de tornarmos o luto em uma patologia.

Um processo de cura deve envolver todo o nosso ser, com todas as nossas necessidades emocionais, físicas, mentais e espirituais. Não podemos estar fragmentados, devemos sentir que estamos totalmente integrados, pois, um processo de cura deve envolver toda a nossa unidade. Devemos juntar os fragmentos para estarmos inteiros, completos, no processo de cura. Se ficarmos no desdobramento das nossas necessidades, físicas, emocionais, mentais e espirituais, com certeza iremos demandar processos muito mais longos, doloridos e complicados. Muitas vezes o enlutado acredita que ao fazer mudanças, estar traindo seu ente querido que já o precedeu. É como se quem ficou, não pudesse mais voltar a sorrir, a viver sem culpas. Em alguns casos são feitas as barganhas com Deus, outros fazem trocas, como mudança de endereço, de emprego, ou até mesmo de profissão. E passam a frequentar outros ambientes, outros procuram um profundo isolamento, terminos de relacionamentos afetivos, dentre tantos outros processos. Uma cura real demandará em uma mudança, em um correspondente físico, trazendo maior conforto e prazer em viver a realidade afetiva e material.

Durante o processo de cura, algumas reações são comuns que ocorram. Podemos pensar que estamos regredindo porque um agravamento temporário de algumas percepções e estados, gerando efeitos como alterações no sono, resfriados, diarréias ou quais quer estados de excreção, o que significa que estamos colocando fora tudo aquilo que não deve ficar conosco, que nos faz mal. Podemos vivenciar momentos de muita introspecção, deferenciados, que devem ser respeitados, mas saber valorizar a presença de pessoas queridas, permitir ser amado (a), ser cuidado (a). Faz-se necessário participar de um processo terapêutico, pois, devemos estar atentos aos sinais intrínsecos que essas ocorrências trazem para cada um de nós. Esta observação deve ser mais próxima principalmente quando estamos fazendo trabalhos envolvendo liberação emocional intensa, as crises acabam sendo muito mais comuns. O terapeuta deve estar muito atento para que a descarga não seja muito mais excessiva do que a pessoa possa suportar naquele momento, para evitar uma evasão energética muito grande, podendo dinimuir a força do sistema imunológico que nestes casos já se encontra abalada, estar sempre atendo para não agravar as crises.

Cada um de nós somos responsáveis por nós mesmos. Sendo assim, o seu maior canal de cura é você mesmo. Lembramos que esta é uma jornada lenta, ancorada na progressividade consciente e responsável, sobre tudo o que possa nos acontecer.

As manifestações do nosso ser possuem uma corespondencia direta com o nosso corpo. É desta maneira que acontecem as nossas doenças, devemos entender os correspondentes psicológicos, emocionais, espirituais e físicos que nos levaram a ter uma situação de desconforto, com isso, possamos compreender quando estamos realmente curados.